Virou tradição: Zezé Di Camargo & Luciano retornam para o 3º show no Verão Maior Paraná

O retorno confirma a força de um repertório que atravessa gerações e que, nas duas passagens anteriores pelo Litoral do

O retorno confirma a força de um repertório que atravessa gerações e que, nas duas passagens anteriores pelo Litoral do Paraná, transformou a areia em um grande coro popular, com multidões acompanhando os clássicos do início ao fim.

Símbolo cultural do sertanejo moderno, Zezé Di Camargo & Luciano voltam ao Paraná neste sábado (07), às 22h, em Matinhos, no litoral, para o terceiro show da dupla no Verão Maior. O retorno confirma a força de um repertório que atravessa gerações e que, nas duas passagens anteriores, transformou a areia em um grande coro popular, com multidões acompanhando os clássicos do início ao fim.

A relação da dupla com o Verão Maior Paraná, considerado o maior festival gratuito do Brasil, vem marcada por grandes públicos. Na apresentação mais recente em Matinhos, em 2025, 119 mil pessoas acompanharam o show e cantaram juntos sucessos que fizeram a história dos sertanejos. Na estreia no Litoral do Paraná, em 2024, 83 mil pessoas estiveram presentes mesmo com chuva forte em Matinhos.

Os shows abarrotados de público são fruto do lugar que a dupla ocupa na história do sertanejo popular brasileiro, com um repertório que virou trilha sonora de rádio, festa e memória afetiva desde o estouro de “É o Amor”, no início dos anos 1990. Atualmente, a dupla tem uma média de 130 shows por ano e mais de um milhão de cópias por disco lançado.

Além da dupla, outros fenômenos de sucesso também se apresentam neste que será o último final de semana do Verão Maior Paraná em 2026. São eles: Diego & Arnaldo, Paralamas do Sucesso, João de Souza & Bonifácio, Hugo & Guilherme, Trio Parada Dura, Padre Reginaldo Manzotti e Israel & Rodolffo.

PERSEVERANÇA – A história de Zezé Di Camargo e Luciano começa no estado de Goiás, numa família em que a música era sonho de casa. Seu Francisco, lavrador na cidade de Pirenópolis, sonhava com a ideia de ver dois filhos como dupla sertaneja e apostou nisso desde cedo. Mirosmar José, que mais tarde viraria Zezé Di Camargo, cresceu com incentivo direto do pai, que comprou instrumentos com dinheiro da lavoura e estimulou apresentações em pequenos palcos do interior.

Ainda crianças, os irmãos chegaram a cantar em circos e rodoviárias, enquanto a família se mudava em busca de oportunidade. Em 1974, o destino levou todos para Goiânia, num período de aperto e recomeço. A vida exigiu trabalho cedo e Zezé conciliou bicos e empregos com a insistência na música, sem abrir mão do objetivo de ir além do circuito regional.

Na adolescência, Zezé já se envolvia com grupos e parcerias musicais, gravou disco com o trio “Os Caçulas do Brasil” e mais tarde formou dupla “Zazá e Zezé”, com boa expressão em Goiás e no Mato Grosso. Com ambição de alcançar sucesso nacional, em 1987, Zezé decidiu ir a São Paulo para tentar carreira solo, em tempo de vacas magras e muita insistência, enquanto suas composições começavam a circular com força na voz de artistas já consagrados.

Antes da fama ao lado do irmão, Zezé já conhecia o peso de escrever para o grande público. Em média, ele assinava seis músicas em cada CD de duplas sertanejas consagradas na época: foram composições de sucesso como “Solidão” e “Me dê um Sinal” para Leandro e Leonardo, ou “Foge de Mim” e “Razão Pra Chorar” de Chitãozinho e Xororó.

A virada definitiva foi quando o irmão Welson, conhecido como Luciano, entrou de vez em cena e fecharam contrato com a gravadora Copacabana. O repertório estava encaminhado quando, na véspera de entrar em estúdio, Zezé compôs “É o Amor” de supetão e insistiu para colocar a faixa no disco. A estratégia caseira de divulgação virou parte do folclore da dupla, com Seu Francisco mobilizando pedidos em rádios de Goiás até a música virar a mais solicitada em pouco tempo.

O primeiro disco, lançado em 1991, colocou Zezé Di Camargo e Luciano no centro do sertanejo nacional. Em poucos meses, “É o Amor” chegou ao topo e o álbum acelerou a passos de fenômeno, com marca de 750 mil cópias em seis meses e chegada ao milhão logo depois. A partir dali, a dupla emplacou uma sequência de hits que virou repertório de rádio, de festa e de memória afetiva no Brasil inteiro

Além do impacto no País, “É o Amor” ganhou dimensão rara para uma canção brasileira. Ela teve gravações em mais de 14 idiomas, soma milhões de reproduções nas plataformas digitais e reúne 74 regravações ao redor do mundo. O feito reforçou o tamanho do sucesso e ajudou a explicar como um hit dos anos 1990 seguiu vivo em diferentes fases do mercado e em gerações distintas.

Nas décadas seguintes, a carreira se sustentou com escala de grande show e grande discografia. A dupla soma mais de 40 milhões de álbuns vendidos, 27 CDs, um EP e seis DVDs, além de dois prêmios do Grammy Latino de quatro indicações. A imagem pública também ultrapassou a música quando a história familiar ganhou o cinema com 2 Filhos de Francisco, reforçando o vínculo afetivo entre trajetória, público e canções.

Confira os horários dos shows do fim de semana:

Palco Matinhos

06 de fevereiro – Hugo & Guilherme – 22 horas

07 de fevereiro – Zezé di Camargo & Luciano – 22 horas

08 de fevereiro – Padre Reginaldo Manzotti – 10 horas

08 de fevereiro – Israel & Rodolffo – 17 horas

Palco Pontal do Paraná

06 de fevereiro – Diego & Arnaldo – 20 horas

06 de fevereiro – Os Paralamas do Sucesso – 22 horas

07 de fevereiro – João de Souza & Bonifácio – 20 horas

07 de fevereiro – Trio Parada Dura – 22 horas.

(AEDN).