Obras do Planetário mais moderno da América Latina entram na fase de fundação

A construção teve início no começo deste ano, após a licitação concluída no fim de 2025. Na primeira etapa, foram

A construção teve início no começo deste ano, após a licitação concluída no fim de 2025. Na primeira etapa, foram realizados os serviços de limpeza do terreno e terraplanagem. Atualmente, o consórcio responsável pela execução trabalha na preparação das estacas e na estrutura de fundação que dará sustentação ao edifício.

As obras do Planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, entraram na fase de fundação. O projeto, que será o planetário mais moderno da América Latina, integra a revitalização do parque e representa um investimento de R$ 46,47 milhões do Governo do Paraná.

A construção teve início no começo deste ano, após a licitação concluída no fim de 2025. Na primeira etapa, foram realizados os serviços de limpeza do terreno e terraplanagem. Atualmente, o consórcio responsável pela execução trabalha na preparação das estacas e na estrutura de fundação que dará sustentação ao edifício.

“É um momento em que vemos grande movimentação no solo, preparando para que a estrutura comece a se levantar”, explica o diretor de Engenharia do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), Marcello Marcondes de Albuquerque.

Segundo ele, o acompanhamento técnico é permanente. “A obra está dentro do cronograma. O Fundepar é responsável pela fiscalização e acompanha cada etapa para garantir que tudo ocorra conforme o planejamento”, afirma.

A implantação do Planetário é uma ação do Governo do Paraná, desenvolvida em cooperação entre o Fundepar, a Secretaria de Estado da Educação (Seed), a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e o Fundo Paraná.

ESTRUTURA – O Planetário terá cerca de 5 mil metros quadrados de área construída, inserido em um complexo que pode chegar a aproximadamente 20 mil metros quadrados. O investimento na obra é de R$ 46,47 milhões.

A estrutura contará com cúpula de projeção imersiva de 18 metros de diâmetro, auditório com capacidade para aproximadamente 300 pessoas e espaços voltados a atividades científicas e educacionais. A estimativa é de que o equipamento possa receber até 140 mil visitantes por ano.

“É um legado excepcional não só para a comunidade escolar, mas também para a comunidade científica, para a população do Paraná e para os visitantes de todo o Brasil”, afirma Albuquerque.

Além do Planetário, o Parque da Ciência também passará por reforma. A revitalização do parque já foi licitada e prevê investimento superior a R$ 10 milhões, ampliando o impacto do projeto na região.

TECNOLOGIA – O Planetário contará com sistema de projeção fornecido pela empresa alemã Carl Zeiss, referência mundial em tecnologia óptica.

O equipamento, modelo Asterion Premium Velvet LED XI, terá capacidade de simular, com alta definição, mais de 9 mil corpos celestes, além de permitir projeções de planetas, nebulosas e fenômenos astronômicos com tecnologia digital de última geração.

A aquisição do sistema de projeção representou um investimento de 6 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 37,2 milhões na cotação da época.(AEDN).