Rio Bonito do Iguaçu: telhado do PAM foi reconstruído e novos recursos vão ampliar SUS
Essa unidade foi atingida pelo tornado quando estava cerca de 90% finalizada, tendo parte do teto e do forro danificados, e essas
O Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Rio Bonito do Iguaçu está em reta final de obras. Essa unidade foi atingida pelo tornado quando estava cerca de 90% finalizada, tendo parte do teto e do forro danificados, e essas estruturas já estão perto da conclusão. Ela aguarda agora ajustes finais e a instalação do sistema de ar-condicionado para a conclusão. Os aditivos necessários para a continuidade dos trabalhos já foram liberados pela Secretaria de Estado da Saúde.
A unidade de Rio Bonito do Iguaçu é parte de uma rede de novas unidades de saúde que vão ampliar os serviços de saúde de urgência e emergência. A estimativa é que cada PAM realize cerca de 2,1 mil atendimentos mensais. Também estão em obras unidades em Alto Paraná, Rolândia, Londrina PAM Zona Leste, Londrina PAM Zona Norte, Cruzeiro do Oeste, Almirante Tamandaré, Rio Negro, Colombo e Londrina PAM Zona Sul.
O secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto, visitou o município nesta segunda-feira (16) para acompanhar a situação das estruturas de saúde afetadas pelo tornado registrado em novembro de 2025. Desde o evento, o Governo do Estado tem prestado apoio ao município na gestão do SUS para garantir a continuidade do atendimento à população. Na época, pacientes foram encaminhados para outras unidades da região para evitar a interrupção dos serviços.
Outra unidade visitada foi o Centro de Saúde da Mulher, que passará por reestruturação e está em fase de tramitação administrativa para a execução das melhorias. Além disso, a Secretaria já destinou recursos para a construção de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) e de um Centro de Fisioterapia, que somam R$ 2,9 milhões em investimentos. As duas obras aguardam a definição de prioridade por parte do município, considerando as demais demandas decorrentes dos danos causados pelo tornado.
“Viemos acompanhar de perto os processos relacionados aos aditivos das obras e também avaliar outras ações necessárias para fortalecer o atendimento de saúde no município. Fizemos um levantamento da situação da rede de atendimento e de todo o cuidado necessário com os paranaenses”, afirmou o secretário. “Devemos ter recursos chegando para os reparos finais do PAM e também para a Clínica da Mulher. É uma reconstrução necessária e importante, e viemos também reconhecer o trabalho que a prefeitura tem realizado neste processo”.
Durante a agenda, o secretário também conversou com representantes dos hospitais Hospital São Lucas e Hospital São José, de Laranjeiras do Sul, unidades que auxiliaram no atendimento aos feridos após o tornado. “Estamos todos unidos pela reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu”, afirmou o prefeito Sezar Augusto Bovino. A visita foi acompanhada pelo vice-prefeito da cidade, Rildo José Safraider, pelo diretor-geral da Sesa, César Neves, pela secretária de Saúde do município, Elisabete Silvestre, e pela diretora da 5ª Regional de Saúde de Guarapuava, Renata Araújo.
OUTRAS ÁREAS – O Governo do Estado segue apoiando a reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu em todas as outras áreas. Além das respostas rápidas logo após a tragédia, que atingiu 90% da área urbana do município, as ações agora, passados quatro meses desde a ocorrência, estão focadas na reforma e construção de casas e equipamentos públicos e no apoio financeiro às famílias mais afetadas. O investimento já ultrapassa R$ 63 milhões.
A administração municipal recebeu R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), que passou por mudanças aprovadas pela Assembleia Legislativa do Paraná nos dias seguintes à tragédia para permitir o repasse direto de recursos às famílias e ao município. Do valor destinado à prefeitura, R$ 3,1 milhões foram para a compra de materiais de construção e R$ 8,4 milhões para a aquisição de ônibus escolares para a retomada das aulas.
Os recursos do Fecap também atendem outros dois programas emergenciais voltados diretamente às famílias afetadas: o Superação, que prevê o pagamento de R$ 1 mil mensais por seis meses para auxiliar as famílias, e o Reconstrução, que destina até R$ 50 mil para a compra de materiais de construção e pagamento de mão de obra para reconstruir as casas danificadas. Além do auxílio financeiro, as famílias que perderam suas casas tiveram a opção de aderir ao programa de moradias pré-fabricadas construídas pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar).(AEDN).
