IPVA mais barato pode injetar mais de meio bilhão de reais na economia do Paraná

Pesquisa do Ipardes encomendada pela Secretaria da Fazenda projeta um crescimento de R$ 561 milhões no PIB do Paraná apenas

Pesquisa do Ipardes encomendada pela Secretaria da Fazenda projeta um crescimento de R$ 561 milhões no PIB do Paraná apenas em 2026 graças à redução da alíquota do IPVA. Aumento da atividade econômica e geração de empregos são principais efeitos positivos.

A redução do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 3,5% para 1,9%, em vigor desde o início do ano, deve injetar mais de meio bilhão de reais na economia do Paraná em 2026. A estimativa é de um estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) encomendado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) que analisa os impactos do corte na atividade econômica paranaense.

De acordo com a projeção, serão cerca de R$ 561 milhões a mais no PIB do Estado até o fim do ano a partir, principalmente, da economia gerada no bolso das famílias. Com o imposto 45,7% mais barato, sobra mais dinheiro para o cidadão aumentar o consumo. E é ao comprar material escolar para os filhos, uma roupa nova ou mesmo pagar a prestação do carro ou reformar a casa que a roda da economia gira.

Na prática, a lógica é simples: menos imposto significa mais dinheiro no bolso. E, quando isso acontece com milhares de pessoas ao mesmo tempo, o efeito vai muito além do orçamento individual e ele passa a movimentar toda a economia. E é justamente esse “dinheiro que sobra” que ajuda a explicar o meio bilhão de reais projetado para o PIB.

Como explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a redução do IPVA foi construída com esse ciclo virtuoso em mente. “Ao aliviar a carga tributária, sobra mais dinheiro no bolso do cidadão e ele vai gastar esse dinheiro a mais no comércio local, o que se transforma em estímulo para a economia do Paraná”, diz. “E esse aquecimento da atividade econômica gera outros efeitos positivos”.

É o caso dos empregos. Com o aumento do consumo local, a demanda por mão de obra se intensifica, possibilitando a criação de novas ocupações por todo o Estado. De acordo com o Ipardes, esses postos de trabalho tendem a ser sustentados pela expansão da renda disponível em virtude do imposto mais baixo. “É uma cadeia de bons resultados que o menor IPVA do Brasil possibilita”, acrescenta Ortigara.

Para entender melhor, imagine um contribuinte que pagava R$ 2 mil de IPVA e agora paga R$ 1,1 mil. Os R$ 900 economizados não ficam parados: eles podem virar compras no supermercado, um conserto no carro, um curso ou até um jantar fora. Para os negócios locais, isso significa mais receita. E mais receita pode significar mais contratações, expansão e novos investimentos.

“Dessa maneira, os ganhos sociais e econômicos que são propiciados pela redução da alíquota do IPVA comprovarão os efeitos positivos da condução de uma política fiscal racional e equilibrada pelo Governo Estadual, focada na diminuição da carga tributária”, afirma o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.

Essa projeção foi feita com base em um Modelo de Equilíbrio Geral Computável (MEGC), uma ferramenta que simula como diferentes setores da economia reagem a mudanças como essa.

SOLIDEZ ESTADUAL – A redução da alíquota do IPVA 2026 no Estado ocorreu devido ao equilíbrio fiscal do Paraná, comprovado pelos elevados ratings de agências internacionais, como Moody’s e Fitch, além da nota A+ na Capacidade de Pagamento (Capag), conferida pelo Tesouro Nacional.

Além disso, a política fiscal sólida e o quarto maior PIB do País, liderando a economia da região Sul e com um valor final de bens e serviços produzidos superando a marca de 6% do total nacional, também contribuem para a aplicação da medida de redução e consolidação do dinamismo econômico do Estado.(AEDN).