Operação contra crimes ambientais em Unidades de Conservação aplica R$ 878 mil em multas

Operação “Espaço Naturais Protegidos”, coordenada pelo Instituto Água e Terra, emitiu 38 Autos de infração Ambiental por crimes ambientais como

Operação “Espaço Naturais Protegidos”, coordenada pelo Instituto Água e Terra, emitiu 38 Autos de infração Ambiental por crimes ambientais como desmatamento, parcelamento irregular do solo e acessos a parques estaduais por trilhas clandestinas.

A primeira edição da força-tarefa “Espaço Naturais Protegidos”, de combate a crimes ambientais em Unidades de Conservação (UCs) do Paraná, resultou na lavratura de 38 Autos de Infração Ambiental (AIAs), com R$ 878 mil em multas aplicadas. O balanço da operação, realizada entre os dias 24 e 31 de março, foi divulgado nesta quarta-feira (08) pelo Instituto Água e Terra (IAT).

De acordo com relatório, as principais ocorrências se deram em razão do desmatamento ilegal da Mata Atlântica, parcelamento irregular do solo e acesso a parques estaduais por meio de entradas ilegais. Ao todo, quatro UCs foram vistoriadas – Pico do Paraná (Campina Grande do Sul e Antonina), Serra da Baitaca (Piraquara e Quatro Barras), Monge (Lapa) e Lauráceas (Adrianópolis).

“Vamos intensificar o trabalho de fiscalização nas Unidades de Conservação do Paraná para coibir os crimes ambientais. Mas, além disso, queremos orientar os turistas em busca do melhor entendimento sobre o funcionamento dos parques estaduais, para que todos se adequem à legislação e nos ajudem a cuidar do nosso patrimônio natural”, afirmou o coordenador da força-tarefa e chefe do escritório regional do IAT em Maringá, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto.

Desmatamento nas zonas de amortecimento dos Parques Estaduais da Serra da Baitaca e Monge foi a principal ocorrência verificada pela força-tarefa. Ao todo, a operação flagrou 33,40 hectares de vegetação nativa suprimida em áreas no entorno das UCs. Na Baitaca ainda foi identificado pontos com indícios de parcelamento irregular do solo, o que evidencia uma urbanização que avança sobre os limites da área de proteção ambiental.

Os técnicos autuaram também proprietários de tanques de água, de diferentes portes, que não possuam outorga ou licenciamento ambiental para funcionamento. Todos os responsáveis foram notificados e punidos pelo órgão ambiental. “São diferentes crimes, com responsabilidades distintas, mas que afetam significativamente o meio ambiente, o que resultou em multas que, somadas, chegaram perto de R$ 1 milhão”, explicou o coordenador.

Já nas Lauráceas, a operação identificou uma área de desmatamento de vegetação nativa no interior do parque para o cultivo e plantio de pinus (espécie considerada exótica e invasora). Além da apreensão de materiais, os fiscais destruíram edificações que estavam sendo construídas da maneira ilegal na área de proteção ambiental.

ACESSO IRREGULAR – A operação contou também com incursões de fiscalização por terra, em trilhas ilegais, para verificar a presença de visitantes que entraram nos parques estaduais, aqueles abertos ao público como Pico do Paraná, Serra da Baitaca e Monge, por acessos irregulares.

Na Baitaca, a equipe concentrou as ações na cachoeira da Samambaia e no campo de Asa Delta, áreas que ficam distantes da base do IAT para cadastramento dos visitantes e onde há intenso fluxo de pessoas para visitação e promoção de rituais religiosos, o que expõe o local a risco de incêndio e disposição irregular de resíduos sólidos. No Monge, na trilha irregular que se inicia à esquerda da base da estátua do Cristo.

“Optamos, nesses casos, por intensificar a educação ambiental, advertindo verbalmente cerca de 60 visitantes. Aproveitamos para reforçar a necessidade de preencher o cadastro na base do IAT”, destacou Moreto.

No Pico do Paraná, por sua vez, uma pessoa foi multada em R$ 2 mil pela falta do cadastro obrigatório e acesso ao parque por entrada irregular. Houve também o fechamento de uma trilha clandestina localizada em um terreno lindeiro à UC, com multa de R$ 23 mil.

“Essa foi a primeira grande ação de fiscalização de uma série que faremos nesses locais com um objetivo muito claro: cuidar e preservar o patrimônio natural do Paraná”, disse o coordenador da força-tarefa.(AEDN).