Com apoio da Itaipu, municípios lindeiros discutem plano para turismo náutico no Lago de Itaipu

Projeto que pode impulsionar a economia da região Oeste do Paraná já conta com sugestões de roteiros e cronograma de

Projeto que pode impulsionar a economia da região Oeste do Paraná já conta com sugestões de roteiros e cronograma de encontros com os 16 municípios

A Itaipu Binacional e os prefeitos dos municípios lindeiros do Lago de Itaipu se reuniram, na manhã desta quinta-feira (9), para discutir a estruturação de um plano de turismo náutico para a região. A reunião, convocada pelo Conselho dos Municípios Lindeiros, teve a participação de gestores municipais, técnicos da usina e especialistas internacionais em roteiros náuticos e é parte de um processo que já tem calendário e metodologia definidos.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou o diálogo como fundamento da relação entre a usina e os lindeiros e lembrou que a gestão atual já investiu mais de R$ 160 milhões nas comunidades da região. “O turismo é algo que pode mudar a vida de muita gente. Isso aumenta muito a renda das pessoas, permite que aquele agricultor que vive da sua produção agregue uma renda que ele não tinha, com muito menos trabalho”, explicou o diretor.

A gerente da Divisão de Iniciativas de Turismo da Itaipu, Aline Teigão, apresentou o Masterplan do Turismo Náutico do Lago de Itaipu, um projeto de escala regional que integra infraestrutura pública, parcerias privadas e um sistema de segurança tecnológica para viabilizar a navegação em seus 170 quilômetros de extensão.

Um masterplan (ou plano diretor) é um documento estratégico de longo prazo que define a visão, os objetivos e as diretrizes para o desenvolvimento de um projeto ou empreendimento de forma integrada e organizada. Esse estudo foi desenvolvido em parceria com o Itaipu Parquetec e consultores internacionais da Ocean Eyes Productions, especializados emturismo náutico sustentável. O estudo rompeu com a tradição de planejar a partir da terra, adotando a perspectiva de quem está na água olhando para a margem. “Eles [Ocean Eyes] ficaram 15 dias no lago e apresentaram algumas propostas e alguns pontos de vista que a gente que olha para o lago todo dia, muitas vezes, nem consegue ter”, contou Aline Teigão.

Os estudos da Ocean Eyes também identificaram pontos críticos de assoreamento e contaminação em alguns braços do lago, o que exigirá intervenções de saneamento e recuperação de matas ciliares por parte das prefeituras. “Temos um compromisso ambiental que se impõe sobre qualquer outra coisa”, observou Enio Verri.(ITAIPU).