Palpites e dicas para Brasil x Japão pela Copa do Mundo
Veja os números do Gato Mestre e estatísticas da Copa para a partida da segunda fase Brasil e Japão se
Veja os números do Gato Mestre e estatísticas da Copa para a partida da segunda fase
Brasil e Japão se enfrentam às 14h, pela segunda fase da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
Resultados na 1ª fase
Brasil
Brasil 1 x 1 Marrocos
Brasil 3 x 0 Haiti
Escócia 0 x 3 Brasil
Japão
Holanda 2 x 2 Japão
Tunísia 0 x 4 Japão
Japão 1 x 1 Suécia
O Japão até sofreu menos finalizações do que o Brasil (23 x 31), mas chama a atenção que 52% dessas finalizações tenham sido certas e chegado a seu gol, oitavo maior percentual entre as 48 seleções que disputaram a primeira fase. O Japão sofreu 12 finalizações certas e três gols; o Brasil, 11 certas e um gol, mas o Brasil não enfrentou uma potência do porte da Holanda. Das 23 finalizações sofrida pelo Japão, 14 nasceram em jogadas aéreas. São vulneráveis nos escanteios, origem de sete das 14 finalizações sofridas após bolas altas, principalmente quando a cobrança do lado esquerdo é cobrada na primeira trave. Na soma de cruzamentos e cobranças de faltas levantadas sobre a área foram seis finalizações sofridas quando a bola subiu da direita do ataque e um gol sofrido (contra a Holanda). Sofreu dois gols em trocas de passes também com a assistência saindo da direita do ataque adversário. É de se esperar que a direita do Brasil brilhe mais na partida, e a seleção já fez um gol com cruzamento da direita, de Bruno Guimarães para gol de Vini Jr de cabeça contra a Escócia.Em três jogos, Japão não permitiu qualquer finalização adversária em contra-ataque, e esta é uma questão importante na partida porque o Brasil foi o país que mais fez finalizações em contragolpes na primeira fase (nove), com um gol, contra o Haiti. A seleção brasileira fez 11 finalizações a partir de jogadas aéreas (dois gols, o outro foi um lançamento) e 25 finalizações em trocas de passes rasteiros, com cinco gols. Destas 25 finalizações rasteiras, 23 tiveram uma assistência, o que evidencia a importância do jogo coletivo para fazer as finalizações, mas isso também é verdade para o Japão, que construiu todas as suas 14 finalizações rasteiras com assistências. Seria possível ter conclusões feitas em rebatidas, cobranças de falta dois toques ou mesmo jogadas individuais.
Evolução do xG na segunda rodada
Foram 21 finalizações do Brasil contra a Escócia, 14 delas de dentro da área, com potencial estatístico para 3,44 gols. A seleção brasileira fez três gols, sendo eficiente na forma esperada.
Foram apenas oito finalizações do Japão contra a Suécia, quatro de dentro da área, de onde o Japão fez seu gol. O potencial estatístico dessas finalizações era de 0,74 gol, então o Japão foi mais eficiente do que o esperado, mas não conseguiu vencer porque a Suécia também foi, até mais.
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.
