Vozinha é apresentado pelo Colo-Colo: “Pressão é estar doente ou não ter o que comer”
Goleiro de 40 anos foi contratado pela equipe chilena após fazer uma Copa do Mundo histórica com Cabo Verde O
Goleiro de 40 anos foi contratado pela equipe chilena após fazer uma Copa do Mundo histórica com Cabo Verde
O goleiro cabo-verdiano Vozinha, uma das grandes sensações da Copa do Mundo de 2026, foi apresentado nesta terça-feira como novo reforço do Colo-Colo. O goleiro se disse impressionado com toda a repercussão que foi consequência de sua contratação pelos chilenos.
– Nunca imaginei isso. Estou muito ansioso, que amanhã (quarta-feira) seja um grande dia para mim, para o clube e os torcedores.
O “grande dia” aludido por Vozinha é a próxima quarta-feira, quando será apresentado no Estádio Monumental, casa do Colo-Colo. A expectativa é de que 42 mil pessoas paguem ingresso para recepcioná-lo.
Questionado sobre a pressão de representar o maior clube do Chile, Vozinha deu forte declaração:
– Para mim, futebol não é pressão. Pressão é quando está doente ou quando alguém da sua família está doente. Ou quando não tens algo para comer. Há muita gente por trás do futebol. A torcida quer sempre o melhor, nós jogadores trabalhamos no dia a dia para estar bem.
Vozinha, de 40 anos, abriu a coletiva agradecendo pela oportunidade de jogar no Chile e numa das equipes mais tradicionais do continente.
– Para mim, é um prazer e um orgulho estar aqui. Antes de tudo, quero agradecer ao presidente e ao Colo-Colo pela oportunidade de jogar numa equipe tão grande e de estar num campeonato tão competitivo. Estou muito feliz de estar no Chile.
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O que a Copa do Mundo representou para a sua carreira?
– Penso que a Copa do Mundo é a melhor competição de futebol do mundo. Para mim e para Cabo Verde, foi algo muito grande, porque sabíamos que lutávamos há muitos anos para estar nesse grande palco. Para o grupo e para Cabo Verde, tínhamos que competir com os melhores. Sabíamos que tínhamos muita qualidade. Para nós, era muito mais do que futebol porque estávamos representando um país muito resiliente e um povo que nunca para de lutar. Penso que fizemos tudo para representar nosso país da melhor forma.
– Para mim, sempre foi algo que sonhei desde pequeno. Sabia que a Copa podia trazer muitas coisas grandes para mim. Me preparei a vida toda para isso e a temporada para aquele momento. Estou muito agradecido por ter jogado a Copa do Mundo e por tudo que aconteceu durante ela.
Escolha pelo Colo-Colo
– A decisão foi muito clara. Apesar de jogar sempre em campeonatos pequenos e clubes não muito grandes, mas sempre dentro de mim eu disse a mim mesmo que eu era jogador de time pequeno. Quando apareceu o Colo-Colo, que é o maior do Chile, não havia dúvidas.
– Conheço muito sobre as seleções anteriores de Chile. Salas, Zamorano, Valdivia. E também acompanhamos muito a Libertadores. Para nós de Cabo Verde, a Libertadores é uma competição muito forte. A liga chilena é muito competitiva, e eu sempre procurei jogar num campeonato tão competitivo e num clube tão grande.
“Pressão é estar doente ou sem ter o que comer”
– Para mim, futebol não é pressão. Pressão é quando está doente ou quando alguém da sua família está doente. Ou quando não tens algo para comer. Há muita gente por trás do futebol. A torcida quer sempre o melhor, nós jogadores trabalhamos no dia a dia para estar bem.
– Jogar a Copa do Mundo então era uma grande pressão, joguei contra as melhores seleções do mundo. Só penso em trabalhar e em ajudar o clube a conseguir os objetivos.
Como foi o primeiro encontro com Vidal?
– Arturo Vidal, como atleta, não necessita de apresentações. É top mundial, jogou em grandes clubes e em grandes campeonatos. Fui muito bem recebido por ele, e isso demonstra a grandeza dele como jogador e ser humano.
“Sempre serei o mesmo Vozinha”
– A Copa não mudou só a minha vida, mas de todos os cabo-verdianos. Há muitas coisas positivas, há outras que serão menos positivas. Eu vou continuar o mesmo Vozinha ou o mesmo Josimar de sempre. Vou continuar com meus pés no chão e trabalhando e dignificado o futebol. Amo o futebol. Para mim, vai continuar sempre o futebol em primeiro lugar. Sempre me adaptei bem a todos os país em que joguei, espero me adaptar o mais rapidamente. Vou trazer minha família para que possam conhecer o Chile, ficar um pouquinho aqui e me ajudar na adaptação.
(GE).
