Análise: Flamengo engole Cruzeiro no 1º tempo, despacha um dos favoritos e vai forte atrás do penta

Time rubro-negro faz a sua melhor etapa inicial da Era Jardim e se sobressai em confronto parelho O duelo de

O duelo de maior expectativa das oitavas de final da Libertadores fez jus à fama. Foram dois jogaços, no Mineirão e no Maracanã, com diferença mínima no placar agregado de 3 a 2. Mas mesmo diante de um confronto equilibrado, é irrefutável que o Flamengo foi mais time do que o Cruzeiro no somatório das duas partidas e se classificou com justiça. A vitória por 2 a 1 na noite da última quarta-feira despachou um dos favoritos, e o sonho do penta rubro-negro continua vivo para o atual campeão e um dos fortes candidatos ao título.

Dá para dizer que três dos quatro tempos foram parelhos, com chances dos dois lados. Só que no outro tempo que fecha a conta, o Flamengo sobrou e engoliu o Cruzeiro nos 45 minutos iniciais no Maracanã. Chegou a bater incríveis 70% de posse de bola, finalizou quatro vezes mais do que o adversário (12 x 3), criou três chances claras e não sofreu nenhum susto. E nem poderia sofrer, porque o time de Artur Jorge não conseguia respirar. Mesmo com só 1 a 0 no placar, foi o melhor primeiro tempo da Era Leonardo Jardim no clube, levando em conta o grau de dificuldade.

Só não foi perfeito porque pecou nas finalizações. Com o time criativo que tem, o Flamengo poderia ter matado o jogo antes do intervalo. Não pode se dar ao luxo de perder muitas chances em jogos grandes assim. Como a cabeçada de um livre Léo Ortiz para fora aos sete minutos, e o biquinho à queima-roupa de Pedro defendido por Otávio aos 12 do primeiro tempo; e os chutes fracos de Paquetá na área aos 19 e aos 44 da etapa final, além da finalização no meio do gol de Evertton Araújo aos 39.

Jardim não foi teimoso e fez certo ao retornar com Pedro ao “time titular da Libertadores” (foi apenas a segunda partida desta edição que o camisa 9 começou). Pelas características do jogo, fazia todo sentido ele jogar. Mas o centroavante foi além e mostrou ao treinador português por que não pode ser reserva. Foi quem mais finalizou ao lado de Samuel Lino com cinco chutes, sendo dois com perigo, e foi inteligente nas movimentações. Saiu bastante da área para fazer o pivô, e foi assim que construiu as jogadas dos dois gols com lindas assistências para Arrascaeta e Lino.