Corpo de idosa desaparecida há mais de uma semana no PR é encontrado enterrado no quintal da casa dela
Isabel Brilhador estava desaparecida desde 4 de setembro. O principal suspeito do crime está preso temporariamente depois que a polícia
Isabel Brilhador estava desaparecida desde 4 de setembro. O principal suspeito do crime está preso temporariamente depois que a polícia identificou um PIX de R$ 80 mil da idosa para a conta dele.
O corpo de Isabel Brilhador, de 65 anos, foi encontrado enterrado no quintal da casa dela em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná, na manhã desta terça-feira (15), segundo a Polícia Civil (PC-PR).
A idosa estava desaparecida desde 4 de setembro.
O principal suspeito do crime é Anderson do Nascimento Silva, de 31 anos. Ele está preso temporariamente desde quinta-feira (10).
A polícia encontrou uma transferência via PIX de aproximadamente R$ 80 mil da conta da idosa para a do suspeito na semana do desaparecimento.
Anderson foi ouvido pela polícia e apresentou contradições no interrogatório, conforme a corporação. Em nota, a defesa do suspeito negou as acusações e informou que o homem prestará os esclarecimentos para a conclusão dos fatos.
Família estranhou mensagens de idosa
A família notou o desaparecimento de Isabel após estranhar mensagens enviadas pelo celular da idosa.
Ao g1, Valéria Brilhador, filha dela, informou que as mensagens diziam que ela estaria doente e que ia viajar pelo estado. Valéria tentou ligar para a idosa, mas não teve retorno.
Familiares foram até o imóvel da idosa e entraram com a ajuda de um chaveiro. No local, em cima da cama, estavam roupas de uma viagem que Isabel iria fazer para Curitiba nos próximos dias.
Segundo Luã Mota, delegado do caso, a polícia acredita que a idosa pode ter sido assassinada no final de agosto e que o assassino pode ter enrolado a família por algum tempo.
Nota do suspeito
“A defesa de Anderson do Nascimento Silva, diante das notícias veiculadas a respeito do desaparecimento de Isabel Brilhador, informa que seu constituinte nega, de forma firme e categórica, qualquer participação nos fatos investigados.
Esclarece-se que o caso ainda se encontra em fase de investigação, sem conclusão definitiva acerca das circunstâncias do desaparecimento de Isabel.
Anderson permanece à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários para a elucidação dos fatos.
É importante destacar que a prisão decretada possui natureza temporária, medida cautelar própria da fase investigativa, e não se confunde com prisão preventiva, tampouco representa reconhecimento de culpa ou antecipação de condenação.
A defesa já está adotando as medidas judiciais cabíveis e impugnando a decisão por meio do recurso adequado, por entender que não estão presentes fundamentos concretos suficientes para a manutenção da privação de liberdade.
(G1).
