‘Mãe de todas as bombas’: como é a GBU-43/B, arma poderosa que os EUA planejam usar contra o Irã

Bomba pesa quase 10 toneladas, é guiada por GPS e já foi usada pelos americanos em uma operação contra o

A arma recebeu o nome de MOAB, sigla em inglês para Massive Ordnance Air Blast, que pode ser traduzida como Explosão Aérea de Munição de Grande Porte.

A sigla também é associada à expressão Mother of All Bombs, ou “Mãe de Todas as Bombas”, em referência ao seu poder de destruição.

  • A bomba pesa cerca de 9,8 toneladas e tem aproximadamente nove metros de comprimento.
  • A carga explosiva equivale a cerca de 11 toneladas de TNT.
  • Apesar do alto poder de destruição, ela é muito menos potente do que as bombas nucleares lançadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945.

A MOAB foi testada pela primeira vez em março de 2003, na Flórida. Guiada por GPS, ela foi projetada para ser lançada de aeronaves militares de transporte, como o MC-130, com o auxílio de um paraquedas.

Desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea americana, a bomba foi projetada para atingir alvos em uma área extensa por meio de uma intensa onda de choque.

A arma já foi usada em combate pelos Estados Unidos. Em abril de 2017, forças americanas lançaram uma MOAB pela 1ª vez durante uma operação contra o grupo terrorista Estado Islâmico no Afeganistão.

Guerra em suspensão

Os Estados Unidos decidiram suspender os ataques contra alvos iranianos até o fim das eleições legislativas de meio de mandato — as midterms, marcadas para 3 de novembro.

Em uma publicação no começo de outubro, Trump descartou novos ataques contra o Irã até o final do mês e disse que os dois países estão tendo “discussões produtivas”.

“Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, (…) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos.”

Depois da publicação, o Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra o Irã, visando dezenas de pessoas, entidades e embarcações.

Apesar da suspensão dos ataques, não há nenhum acordo de trégua vigente entre os países.

(G1).