Operação contra tráfico interestadual de drogas tem alvos em Planalto e outros oito municípios de três estados
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação Retomada, para combater um grupo criminoso
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação Retomada, para combater um grupo criminoso investigado por transportar e distribuir grandes quantidades de drogas entre estados brasileiros. A ação é coordenada pelo Núcleo Regional de Pato Branco do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc).
Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais para bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados.
A operação ocorre em nove municípios de três estados. No Paraná, os alvos estão em Planalto, Guarapuava e São José dos Pinhais. Em Santa Catarina, as diligências acontecem em São Bento do Sul, Palhoça, Jaraguá do Sul, Balneário Piçarras e Lauro Müller. No Rio Grande do Sul, a ação também ocorre em Porto Alegre.
Investigação começou após apreensão de mais de 300 quilos de drogas em Pato Branco
As investigações tiveram início em 15 de agosto de 2025, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um veículo na BR-158, em Pato Branco, transportando 308,56 quilos de maconha e aproximadamente 3,6 quilos de outras substâncias derivadas da cannabis.
Na ocasião, o motorista foi preso em flagrante, mas acabou liberado após a prisão não ser ratificada no plantão policial. O entendimento adotado naquele momento foi de que não havia fundada suspeita suficiente para justificar a abordagem do veículo.
Cinco dias depois, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado. Ele foi localizado e presonovamente em São Bento do Sul, Santa Catarina, durante uma ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e da Polícia Civil catarinense.
O episódio deu origem ao nome da operação. Segundo a PCPR, a denominação “Retomada” representa a continuidade das investigações após a liberação inicial do motorista, permitindo identificar outros integrantes e a estrutura por trás do transporte da droga.
Grupo teria transportado mais de uma tonelada de maconha em poucos dias
Com o avanço das investigações, os policiais descobriram que a carga apreendida em agosto não teria sido um transporte isolado.
Segundo a PCPR, o mesmo motorista já havia realizado outras duas viagens para o grupo criminoso nos dias anteriores.
Em 7 de agosto de 2025, teriam sido transportados aproximadamente 350,6 quilos de maconha. Entre os dias 12 e 13 de agosto, outra carga, estimada em 395,98 quilos, também teria sido entregue.
Somadas à apreensão de 15 de agosto, as três cargas representam aproximadamente 1,05 tonelada de maconha movimentada em pouco mais de uma semana, conforme os elementos reunidos pela investigação.
Sudoeste do Paraná ganha importância nas rotas do tráfico, aponta investigação
De acordo com a delegada Franciela Alberton, responsável pelas investigações, a operação revelou uma mudança nas rotas utilizadas por organizações criminosas para transportar grandes quantidades de entorpecentes.
A Polícia Civil identificou indícios de que parte da logística anteriormente concentrada no Oeste do Paraná está migrando para o Sudoeste.
Segundo a delegada, a região passou a ser utilizada não apenas como corredor de transporte e ponto de apoio para carregamentos destinados a outros estados, mas também como possível rota de entrada de drogas no Brasil.
A mudança evidencia, conforme a PCPR, a capacidade de adaptação dos grupos criminosos e a necessidade de intensificar as ações de inteligência e fiscalização na região.
Operação também busca bloquear patrimônio dos investigados Além das prisões e buscas, a Operação Retomada tem como objetivo atingir a estrutura financeira do grupo.
A Justiça autorizou medidas para tornar indisponíveis ativos ligados aos principais investigados, buscando impedir que recursos sejam utilizados para manter ou financiar as atividades criminosas.
A operação conta com apoio de equipes da Polícia Civil de Santa Catarina e do Denarc do Rio Grande do Sul.
No Paraná, participam unidades do Denarc, da Divisão Policial do Interior, da DPMETRO e do Núcleo de Operações com Cães.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com análise dos materiais apreendidos e identificação de outros possíveis envolvidos.
(PP News).
