Ponte da Integração: travessia terá novas regras e menos burocracia

A partir do dia 3 de novembro, mais brasileiros e paraguaios poderão fazer a travessia da Ponte da Integração com

A partir do dia 3 de novembro, mais brasileiros e paraguaios poderão fazer a travessia da Ponte da Integração com veículo próprio.

Desde o mês de setembro, quando houve a liberação para a travessia, apenas 48 carros de passeio passaram pela Ponte da Integração. Desses, 28 cruzaram no sentido Brasil, enquanto 20 foram ao sentido Paraguai, transportando um total de 57 pessoas.

O número reduzido tem uma explicação: a exigência do Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço (DTVF), emitido apenas para moradores de Foz do Iguaçu, Presidente Franco, Ciudad del Este e Hernandarias, e desconhecido da maior parte da população.

A partir do dia 3 de novembro, contudo, as autoridades do Brasil e do Paraguai irão ampliar a lista de documentos aceitos na Ponte da Integração.

De acordo com a Receita Federal do Brasil (RFB), o horário de travessia para carros de passeio continuará o mesmo, das 7h às 13h, diariamente.

Entretanto, brasileiros que tiverem documentos paraguaios de identidade ou residência, e paraguaios portadores da Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM), também poderão utilizar a Ponte da Integração.

Assim, brasileiros que fazem cursos de Medicina no Paraguai, por exemplo, estarão aptos a cruzar a fronteira de carro durante a fase de abertura gradual. Pedestres, motociclistas e ciclistas ainda não estão permitidos.

Abertura total da Ponte da Integração

A Comissão Mista Brasil-Paraguai para a Ponte da Integração prevê que a habilitação completa da ponte deverá ocorrer no primeiro semestre de 2027.

Para que isso ocorra, o Paraguai precisa concluir a ponte sobre o Rio Monday, integrante do novo anel viário de acesso à fronteira. Além disso, os dois países precisam destinar equipes extras para a fiscalização migratória e de mercadorias na nova via.

Até lá, a Ponte da Integração continuará restrita aos mesmos grupos habilitados atualmente, como caminhões sem mercadorias e ônibus de viagem ou excursão que não tenham como destino final Ciudad del Este ou Foz do Iguaçu..