Obra de contenção da erosão em Loanda chega a 90% de execução, aponta IAT

Iniciativa de recuperação ambiental e urbanística envolve investimento global de R$ 46,1 milhões, em uma parceria entre o Governo do

Iniciativa de recuperação ambiental e urbanística envolve investimento global de R$ 46,1 milhões, em uma parceria entre o Governo do Paraná e a Itaipu Binacional. Em razão das condições climáticas, a previsão é que a obra seja concluída no primeiro trimestre de 2027.

A obra de contenção da erosão urbana do emissário Água da Mina, em Loanda, no Noroeste do Paraná, alcançou 90,71% de execução do contrato original, de acordo com o boletim publicado nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Água e Terra (IAT). A iniciativa de recuperação ambiental e urbanística envolve investimento global de R$ 46,1 milhões, em uma parceria entre o Governo do Paraná e a Itaipu Binacional.

Em razão das condições climáticas, por causa das chuvas na região, a previsão é que a obra seja concluída no primeiro trimestre de 2027 – o prazo original era dezembro deste ano.

Do total, R$ 21 milhões são de responsabilidade do IAT, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). A frente atual de trabalho concentra-se na terraplanagem da área destinada ao parque urbano, etapa de preparação do espaço para a implantação dos equipamentos de lazer e das áreas verdes.

O projeto busca conter o avanço da erosão e recuperar uma área degradada na região oeste do perímetro urbano de Loanda. A estrutura inclui um canal retangular de concreto armado, com 1.240 metros de extensão, e um dissipador de energia dimensionado para vazão de 55,07 metros cúbicos por segundo. O sistema reduz a velocidade da água e ajuda a evitar novos processos erosivos.

A intervenção também prevê a implantação de um parque urbano com cerca de 30 hectares, distribuídos nas duas margens da erosão. O espaço terá arborização, pista de caminhada, campo de futebol e viveiro de mudas nativas. “Além de conter o avanço da erosão, o projeto prevê a recuperação ambiental da área e a implantação de espaços de lazer, arborização e viveiros de mudas nativas”, afirmou o engenheiro civil do IAT, responsável pela fiscalização da obra, Guilherme Winston da Silva Oliveira.

Ele explicou que a erosão em Loanda se estabeleceu ao longo dos anos, a partir do lançamento da drenagem pluvial do próprio município. Esse sistema capta a água da chuva que escoa por telhados, ruas e calçadas e a direciona para pontos afastados da área urbana, geralmente em zonas rurais ou periurbanas. Com a expansão da cidade, as vazões e velocidades do escoamento aumentaram, intensificando a abertura da voçoroca.

“Por isso a importância de implantar áreas verdes capazes de infiltrar parte das chuvas, criar bacias de amortecimento em regiões muito impermeabilizadas e instalar dissipadores de energia adequados para receber os escoamentos”, destacou Oliveira.

ARENITO CAIUÁ – Loanda está localizada na Formação Arenito Caiuá, que ocupa cerca de 3,1 milhões de hectares no Noroeste do Paraná, abrangendo 107 municípios da região, o que corresponde a aproximadamente 15% da área do Estado. O solo nessas cidades costuma ser arenoso e possui baixos teores de matéria orgânica. Por isso, se decompõem facilmente e possuem baixa capacidade de retenção de água, ficando mais sujeito à erosão.

(AEDN).