Batalhão Ambiental reforça ações para proteger a restinga do Litoral durante a temporada

As equipes atuam de forma contínua para coibir danos à vegetação nativa, prevenir ocupações irregulares, a circulação indevida de veículos

As equipes atuam de forma contínua para coibir danos à vegetação nativa, prevenir ocupações irregulares, a circulação indevida de veículos e outras práticas que impactam o meio ambiente, além de conscientizar moradores e turistas sobre a importância da preservação desse ecossistema essencial para a proteção da costa.

Com o reforço do policiamento ambiental durante a temporada de verão, a Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), intensifica as ações de fiscalização, patrulhamento preventivo e orientação em áreas de restinga no Litoral do Estado.

As equipes atuam de forma contínua para coibir danos à vegetação nativa, prevenir ocupações irregulares, a circulação indevida de veículos e outras práticas que impactam o meio ambiente, além de conscientizar moradores e turistas sobre a importância da preservação desse ecossistema essencial para a proteção da costa.

A atuação do BPMA ocorre de forma ainda mais intensa neste período do ano, quando o aumento expressivo de veranistas amplia a pressão sobre as áreas naturais. O policiamento preventivo é realizado tanto a pé quanto com viaturas, priorizando pontos mais sensíveis e com histórico de degradação ambiental. Paralelamente à fiscalização, os policiais ambientais desenvolvem ações educativas, orientando a população sobre condutas adequadas e alertando para os riscos ambientais causados pela intervenção humana na restinga.

“Intensificamos, durante o período de maior fluxo no Litoral, a fiscalização nas áreas de restinga para coibir o uso irregular, como estacionamentos e acampamentos, e orientar a população sobre a importância da preservação desse ecossistema”, destacou a tenente Ana Ruth Motta.

Além da proteção costeira, a restinga abriga elevada biodiversidade, funcionando como habitat e fonte de alimento para diversas espécies da fauna e da flora, inclusive algumas ameaçadas de extinção.

Entre os exemplos está a coruja-buraqueira, ave típica do litoral que constrói seus ninhos no solo arenoso. A vegetação também desempenha papel importante na estabilização de áreas de manguezal, evitando o soterramento de regiões alagadiças e contribuindo para o equilíbrio entre os ambientes terrestres e marinhos.

FORÇA VERDE MIRIM – A unidade especializada conta com o Programa Força Verde Mirim, uma iniciativa de educação ambiental desenvolvida em parceria com escolas e instituições voltada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Com atividades realizadas no contraturno escolar, o programa tem como objetivo conscientizar, prevenir crimes ambientais e formar multiplicadores de práticas sustentáveis.

“Além do trabalho com a população, realizado por meio das nossas mídias e redes sociais, também atuamos em todo o Paraná com ações de educação ambiental por meio do programa Força Verde Mirim, que tem como objetivo conscientizar e formar crianças nas escolas para a preservação do meio ambiente”, afirma a tenente

RESTINGA – A restinga é um ecossistema associado ao bioma da Mata Atlântica, caracterizado por solos arenosos, vegetação adaptada à maresia e à baixa fertilidade do solo. Atua como uma zona de transição entre o mar e a floresta, mantendo a conectividade ecológica e protegendo outros ambientes costeiros.

Por sua fragilidade e relevância ambiental, a legislação brasileira reconhece a restinga como Área de Preservação Permanente (APP), conforme o Código Florestal de Lei nº 12.651/2012, especialmente quando exerce a função de fixação de dunas ou estabilização de manguezais.(AEDN).