Mostly Mozart 2: série de concertos retorna ao MON no sábado com clássico “Paris”
No repertório desta primeira apresentação, o público poderá conferir duas obras do compositor homenageado na série, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
A série especial de concertos Mostly Mozart no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, está de volta. O concerto de abertura de 2026 com a Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) acontece no dia 28 de fevereiro no vão do MON às 16h. A entrada é gratuita e sem necessidade de ingressos.
No repertório desta primeira apresentação, o público poderá conferir duas obras do compositor homenageado na série, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e também uma obra do compositor austríaco Franz Schubert (1797-1828).
“La clemenza di Tito” foi escrita por Mozart para celebrar a coroação do imperador Leopoldo II como rei da Boêmia, em Praga, e inspirado na figura histórica do imperador romano Tito. A segunda obra que será executada é a “Sinfonia nº 31”, que ficou conhecida como “Paris” por ter sido produzida para impressionar o público parisiense com seu estilo sinfônico, principalmente os frequentadores do prestigiado Concert Spirituel, onde foi apresentada com grande sucesso.
Nesta apresentação também será levada ao público a “Sinfonia Nº 5 em Si bemol Maior, D. 485” de Schubert. “Esta obra foi uma verdadeira carta de amor a Mozart, uma homenagem que Schubert fez ao compositor austríaco e dialoga diretamente com a obra de Mozart. A diferença é que Mozart buscava mais brilho social e Schubert interiorizava mais, fazia música para amigos e entre amigos”, explica o maestro convidado Paulo Torres.
Schubert, considerado um dos grandes gênios da música do início do Romantismo, via em Mozart seu maior ídolo musical e de grande influência em sua obra. Como Mozart, Schubert destacou-se desde muito jovem: começou a compor ainda na infância e, aos 12 anos, já escrevia suas primeiras obras.
“A ideia é unificar nestes concertos vários compositores retratando bem o classicismo, que é um caráter diferente da música e que expressa muita nobreza, ordem graça e idealismo. O programa deste concerto se faz também mantendo esta coerência de estilo “, acrescentou o maestro.
Torres também é violinista e foi um dos músicos fundadores da Orquestra Sinfônica do Paraná, atuando como spalla e como maestro adjunto. “É bastante emocionante estar de volta com a Orquestra da qual fiz parte durante 35 anos. Eu saí para desenvolver projetos de música e saúde para pacientes e de orientação de staffs de hospitais, o que me levou para uma nova carreira”, disse. “Voltar me trouxe muita emoção, de estar aqui novamente com meus colegas onde meu coração ficou. Tenho um enorme prazer deste retorno e regendo a Orquestra Sinfônica”.
CONCERTO PARA TODOS – Em 2025, o projeto levou ao maior museu do Paraná seis concertos gratuitos da OSP como parte da programação especial que celebrou os 40 anos da orquestra, reunindo mais de 6 mil pessoas.
“Estou feliz com o retorno desta série que foi um enorme sucesso e estamos encaminhando para este ano a Série Mostly Mozart 2, em um espaço maravilhoso onde o público pode trazer toda a família para apreciar as principais obras de Mozart e outros compositores ligados ao classicismo”, disse o diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná e maestro titular, Roberto Tibiriçá.
Como no ano passado, as apresentações no Museu devem acontecer sempre aos sábados. As próximas apresentações estão previstas para os dias 25 de abril e no dia 04 de julho.
ORQUESTRA SINFÔNICA – Desde sua fundação em 28 de maio de 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) vem construindo uma trajetória marcada pelo talento e dedicação à música. A OSP se consolidou como a primeira e maior orquestra pública do Estado do Paraná.
A OSP iniciou suas atividades com 61 músicos selecionados por concurso nacional e sob a batuta do maestro Alceo Bocchino, seu primeiro maestro titular, e Osvaldo Colarusso, maestro assistente. Ao longo de quatro décadas, a orquestra cresceu e ampliou seu repertório, alcançando um vasto acervo de aproximadamente 900 obras de 250 compositores, incluindo grandes nomes da música brasileira como Heitor Villa-Lobos, Camargo Guarnieri e Henrique Morozowicz.
Com mais de mil apresentações dentro e fora do Paraná, a OSP tem um histórico de colaborações com outros corpos artísticos do Teatro Guaíra, incluindo memoráveis montagens de ballets como “O Quebra-Nozes” e “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, e óperas como “Carmen”, “La Traviata”, “Fausto” e “Aída”.(AEDN).
