Exposição do MUPA em Pato Branco aproxima população do Sudoeste de acervo histórico

Com o Museu Satélite, a população do Sudoeste passa a contar com acesso contínuo a exposições, ações culturais e parte

Com o Museu Satélite, a população do Sudoeste passa a contar com acesso contínuo a exposições, ações culturais e parte do acervo histórico do Museu Paranaense sem precisar se deslocar até Curitiba.

O Governo do Paraná inaugurou nesta quarta-feira (20), em Pato Branco, o Museu Satélite do Museu Paranaense (MUPA), uma nova unidade vinculada ao mais antigo museu do Estado. A abertura marca mais um avanço da política pública de Museus Satélites, iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) que está criando uma rede permanente de museus estaduais em diferentes regiões paranaenses.

Com a inauguração, a população do Sudoeste passa a contar com acesso contínuo a exposições, ações culturais e parte do acervo histórico do Museu Paranaense sem precisar se deslocar até Curitiba. O novo espaço recebe a mostra “A riqueza de um patrimônio em movimento: por dentro da vida e da Coleção Vladimir Kozák”, que já está aberta para visitação gratuita.

A exposição apresenta fotografias, filmes, câmeras fotográficas e adornos indígenas reunidos pelo pesquisador, cineasta e etnógrafo Vladimir Kozák entre as décadas de 1940 e 1950. O recorte propõe um mergulho na diversidade cultural e nos registros históricos produzidos pelo pesquisador ao longo de suas expedições pelo Paraná e outras regiões do Brasil.

“Os Museus Satélites representam uma transformação histórica na política cultural do Paraná. Pela primeira vez, os museus estaduais passam a ter presença permanente em diferentes regiões do Estado, ampliando o acesso da população à arte, à memória e ao patrimônio cultural paranaense”, afirmou a secretária Luciana Casagrande Pereira.

Ela destacou ainda que a iniciativa consolida uma nova etapa da política de descentralização cultural desenvolvida pelo Estado nos últimos anos. “Já vínhamos ampliando a presença dos equipamentos culturais fora da capital com ações como o MON em Cascavel e o MON Sem Paredes, em Vila Velha. Agora damos um passo além, criando unidades permanentes dos museus estaduais em diferentes municípios paranaenses”, disse.

“Ver uma exposição assim chegando aqui na nossa cidade emociona porque faz a gente sentir que também faz parte. É importante para os nossos filhos crescerem tendo acesso a esse tipo de experiência sem precisar sair daqui da região”, afirmou a empresária Helena Rizzi, de 62 anos, moradora de Pato Branco, que visitou a exposição na abertura do espaço.

O diretor de Memória e Patrimônio Cultural da SEEC, André Avelino, ressaltou que o projeto fortalece a circulação dos acervos estaduais e aproxima os museus das comunidades. “Estamos construindo uma nova lógica de atuação museológica no Paraná, baseada na presença contínua, na circulação e no diálogo com os territórios”, afirmou.

A ação atinge não só a cidade que recebe o Museu Satélite, mas toda a região. “Além da nossa população, a população de todo o Sudoeste, pode aproveitar esse momento e desfrutar esse ambiente cultural de arte, de disseminação, de todo o que se tem em termos de museus no Estado do Paraná”, destacou o prefeito de Pato Branco, Géri Dutra.

Para o diretor do Departamento de Cultura, Maurício Maculan, a implantação do satélite na cidade vai muito além das peças do acervo, gerando um movimento cultural integrado. “É muito importante a vinda do MUPA Pato Branco porque, além da estrutura do museu, a gente também acaba agregando outras atividades”, explicou.

“Por meio da Secretaria de Estado da Cultura, nós pudemos fazer a implementação do Pergamum, sistema utilizado para a catalogação dos acervos dos museus”, concluiu o diretor. A recepção do espaço foi tão positiva que o local já conta com agenda educativa e visitação de turmas escolares, reforçando o movimento cultural impulsionado pela implantação do satélite.

SATÉLITES – Os Museus Satélites consolidam uma nova etapa da política de descentralização cultural do Paraná. Nos últimos anos, a Secretaria de Estado da Cultura já vinha ampliando a presença dos equipamentos culturais estaduais fora da capital com iniciativas como a unidade do Museu Oscar Niemeyer em Cascavel e o projeto MON Sem Paredes, no Parque Estadual de Vila Velha.

Agora, pela primeira vez, o Estado estrutura uma rede ampla de museus estaduais em diferentes regiões paranaenses, com programação contínua, ações educativas e circulação regular de acervos. Mais do que exposições itinerantes, os Museus Satélites representam uma transformação estrutural na presença da política cultural nos territórios.

Além de Pato Branco, o programa prevê unidades em Londrina, Cascavel, Maringá, Guarapuava, Tunas do Paraná, Paranaguá e Ponta Grossa, vinculadas ao Museu Paranaense, Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná), Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) e Museu Casa Alfredo Andersen. Todas as inaugurações acontecerão no primeiro semestre de 2026.

(AEDN).