Máquinas e agronegócio em alta: exportações do Paraná crescem 3,7% em 2026

As exportações paranaenses somaram US$ 9,7 bilhões no acumulado de janeiro a maio de 2026, segundo dados do Ministério do

As exportações paranaenses somaram US$ 9,7 bilhões no acumulado de janeiro a maio de 2026, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os dez principais destinos das exportações, nessa ordem, são China, Argentina, Índia, Estados Unidos, México, Peru, Chile, Paraguai, Japão e Irã.

As exportações paranaenses somaram US$ 9,7 bilhões no acumulado de janeiro a maio de 2026, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que foram levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Esse valor é 3,7% superior ao resultado registrado em igual período do ano passado, quando as vendas externas estaduais atingiram US$ 9,3 bilhões.

Os bens de alta agregação de valor contribuíram de forma importante para o crescimento das exportações do Estado. Os exemplos envolvem as máquinas de terraplanagem e veículos de carga. Em relação às máquinas de terraplanagem, houve incremento da ordem de 52,1%, decorrente da elevação das vendas de US$ 181 milhões para US$ 275 milhões. Em relação aos veículos, as exportações saltaram de US$ 167 milhões nos cinco primeiros meses de 2025 para US$ 217 milhões no mesmo intervalo deste ano, o que resultou em um incremento percentual de 30,4%.

Adicionalmente, as mercadorias do agronegócio também apresentaram vendas ascendentes, fortalecendo seu papel na pauta de exportações. Os casos emblemáticos foram os aumentos registrados na venda de óleo de soja bruto (82,2% – de US$ 214 milhões para US$ US$ 391 milhões), celulose (23,4% – de US$ 235 milhões para US$ 290 milhões), soja em grão (13,2% – de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,9 bilhão) e carne de frango in natura (10,7% – de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,7 bilhão).

As exportações de óleos e combustíveis também tiveram alta, de 27,4%, ajudando a fortalecer o Paraná no mercado internacional.

Outro movimento relevante das exportações diz respeito à desconcentração de mercados. A China, Argentina, Índia, Estados Unidos e México, que encabeçam a lista dos principais destinos dos produtos paranaenses, responderam por 43,1% do total das vendas do Estado nos cinco meses iniciais de 2025, passando para 40,7% em igual período de 2026, dada a ampliação da representatividade de mercados menores. Os dez principais destinos das exportações, nessa ordem, são China, Argentina, Índia, Estados Unidos, México, Peru, Chile, Paraguai, Japão e Irã.

As exportações para o Japão, por exemplo, aumentaram 104,5%, saindo de US$ 127 milhões para US$ 260 milhões. O comércio com a Índia teve um aumento de 59,8%, fruto de um salto de US$ 242 milhões para US$ US$ 388 milhões, levando o país ao posto de terceiro maior comprador.

Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, explica que essa redistribuição é muito positiva, tendo em vista que torna a exportação local menos suscetível às oscilações de mercados específicos. “Vivenciamos um momento de intensos conflitos bélicos internacionais, em paralelo à possibilidade de estabelecimento de novas barreiras tarifárias e sanitárias pelos Estados Unidos e União Europeia, o que não vem impedindo a expansão do comércio exterior do Paraná”, afirma.

Ele também reforça que apenas em maio o Paraná exportou US$ 2,07 bilhões, terceiro mês do ano em que o Estado ultrapassa a faixa de US$ 2 bilhões.

BALANÇA COMERICAL – De maneira geral, o Paraná mantém balança comercial positiva no ano, em US$ 894 milhões, fruto de US$ 9,6 bilhões em vendas e US$ 8,7 bilhões em importações. (AEDN).