Novas regras do Pix ampliam rastreamento de dinheiro em casos de golpes
Novas regras de segurança do Pix entraram em vigor nesta segunda-feira (10) e ampliam os mecanismos utilizados pelas instituições financeiras
Novas regras de segurança do Pix entraram em vigor nesta segunda-feira (10) e ampliam os mecanismos utilizados pelas instituições financeiras para rastrear valores movimentados em casos de golpes e fraudes.
As mudanças aprimoram o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central para facilitar a recuperação de recursos quando há suspeita de fraude em uma transferência.
Uma das principais novidades é a possibilidade de acompanhar o caminho percorrido pelo dinheiro após a transferência inicial. Antes, o mecanismo estava concentrado principalmente na conta que havia recebido o Pix. Como os criminosos costumam transferir rapidamente os valores para outras contas, a recuperação do dinheiro muitas vezes era dificultada.
Com o novo modelo, as instituições financeiras passam a ter mecanismos para rastrear transferências posteriores. Dessa forma, mesmo que o dinheiro seja enviado para outras contas, será possível identificar o trajeto dos recursos e tentar bloquear eventuais valores ainda disponíveis.
Segundo o Banco Central, a medida busca aumentar as chances de recuperação do dinheiro e dificultar a dispersão de recursos obtidos por meio de golpes.
O que fazer após cair em um golpe?
A vítima deve entrar em contato com seu banco assim que identificar uma transferência suspeita e contestar a operação.
O MED pode ser acionado para transações realizadas em até 80 dias. Após a contestação e a identificação de fundada suspeita de fraude, as instituições envolvidas podem iniciar os procedimentos de rastreamento, bloqueio e eventual devolução dos valores.
A devolução, porém, não é automática nem garantida. A recuperação depende da análise do caso e da existência de dinheiro disponível para bloqueio nas contas identificadas durante o rastreamento.
O mecanismo também não serve para cancelar um Pix feito corretamente por arrependimento ou erro do próprio pagador. Seu uso é destinado a situações em que há suspeita de fraude ou golpe.
As novas regras fazem parte das medidas adotadas pelo Banco Central para reforçar a segurança do sistema e dificultar a movimentação de dinheiro obtido por criminosos.
(PP News).
