PCPR prende três suspeitos de movimentar R$ 28 milhões com jogos de azar digitais

São duas mulheres e um homem investigados por lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, associação criminosa, crimes contra

São duas mulheres e um homem investigados por lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, associação criminosa, crimes contra a economia popular, crimes contra o consumidor e publicidade enganosa envolvendo plataformas digitais de apostas. A operação aconteceu nesta quinta-feira (21), em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu duas mulheres e um homem investigados por lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, associação criminosa, crimes contra a economia popular, crimes contra o consumidor e publicidade enganosa envolvendo plataformas digitais de apostas. A operação aconteceu nesta quinta-feira (21), em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado.

A ofensiva visou obter novas provas, interromper as atividades criminosas e cessar o enriquecimento ilícito dos investigados.

Além dos três mandados de prisão preventiva, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão, sequestro de imóveis e bloqueio de contas bancárias. Em endereços residenciais e comerciais ligados aos investigados os policiais apreenderam aproximadamente R$ 8 mil em espécie, celulares e demais elementos de prova que vão servir para o prosseguimento da investigação e, eventualmente, a identificação de outros envolvidos

O grupo, composto por uma empresária, sua mãe e seu companheiro são investigados por movimentar mais de R$ 28 milhões por meio do esquema criminoso.

“As investigações tiveram início após o compartilhamento de informações pela Polícia Federal, indicando movimentações financeiras suspeitas relacionadas aos investigados”, afirmou o delegado Julio Suñé Ferreira.

As apurações apontaram indícios de ocultação patrimonial, transferências fracionadas, circulação de valores entre familiares e utilização de empresa para aparente dissimulação da origem dos recursos, elementos típicos de lavagem de dinheiro.

Segundo apurado, os investigados coordenavam, por meio de grupos de mensagens, influenciadores digitais responsáveis pela divulgação das plataformas de apostas.

As investigações apontam ainda a utilização de contas demonstrativas falsas (“contas demo”), utilizadas para simular ganhos irreais e induzir consumidores ao erro, atraindo novos apostadores para as plataformas e gerando vantagens financeiras aos divulgadores.

Os suspeitos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR segue em investigação com a análise dos elementos obtidos durante a operação.(AEDN).