Plenário aprova reconhecimento do pinhão como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná
Projeto de autoria do deputado Gilberto Ribeiro (PL) foi votado nesta segunda-feira (22) e valoriza tradição que atravessa gerações no
Projeto de autoria do deputado Gilberto Ribeiro (PL) foi votado nesta segunda-feira (22) e valoriza tradição que atravessa gerações no Estado
A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta segunda-feira (22), em sessão plenária, o Projeto de Lei nº 251/2026, de autoria do deputado estadual Gilberto Ribeiro (PL), que reconhece o pinhão como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná. A votação ocorreu no primeiro dia útil após o início oficial do inverno, estação em que o fruto da araucária, árvore símbolo do Estado, ganha ainda mais destaque nas mesas e feiras paranaenses.
Na justificativa do projeto, o deputado destaca que a proposta vai além do reconhecimento do alimento em si e abrange todo o universo cultural que envolve o pinhão: os modos tradicionais de colheita, as formas de preparo transmitidas de geração em geração, os encontros familiares, as festas típicas e as iniciativas gastronômicas que mantêm viva essa tradição.
O texto também prevê que o Estado incentive ações de valorização cultural, como eventos, feiras, atividades educativas e projetos que aproximem as novas gerações dessa herança.
“O nosso gabinete é muito envolvido com as pautas da cultura, justamente porque faço parte da Comissão de Cultura e então carregamos essa responsabilidade de valorizar a identidade do Paraná. E, olhando para tudo isso, tivemos a surpresa de que o pinhão ainda não tinha esse reconhecimento oficial como patrimônio cultural. E ele merecia, né? Estamos falando de algo que atravessa gerações, que está na mesa das famílias, que movimenta a economia e que faz parte da alma do nosso Estado”, afirmou o deputado Gilberto Ribeiro.
Na mesma justificativa, Ribeiro ressalta que o pinhão ocupa lugar de destaque na história do Paraná muito antes de se tornar costume de inverno. Segundo o parlamentar, o fruto foi base da alimentação de povos indígenas do Sul do Brasil, resistiu a transformações econômicas e sociais ao longo dos séculos e segue presente tanto no cotidiano do interior quanto nas cidades, nas feiras, nos restaurantes e no trabalho de milhares de produtores e trabalhadores que integram sua cadeia produtiva.(ALEP).
