Presidente do Corinthians diz que sofreu ameaças por renovação de Memphis: “Mostraram revólver”
Osmar Stabile desabafou depois de confirmar que irá assinar novo vínculo com atacante Osmar Stabile, presidente do Corinthians, disse ter sofrido
Osmar Stabile desabafou depois de confirmar que irá assinar novo vínculo com atacante
Osmar Stabile, presidente do Corinthians, disse ter sofrido ameaças durante a negociação de renovação de contrato com o atacante Memphis Depay. Segundo ele, dados pessoais dele e de membros da sua família foram vazadas nas redes sociais.
– Sofremos as consequências, vazaram meus telefones, vazaram os telefones das minhas filhas, invadiram as minhas contas de banco, das minhas filhas, da minha esposa. Foi uma situação difícil, ninguém merece uma situação dessa. Teve gente mostrando faca, gente mostrando revólver. Estamos lutando, tomando as providências necessárias. A gente sabe que tem muito bandido envolvido aí mandando WhatsApp para a minha família. Eu não desejo isso para ninguém – disse Stabile.
Ainda antes da reviravolta que terminou com a renovação com Memphis, Stabile foi vítima de protestos no portão da sua casa, em São Paulo. Desafetos do dirigente estenderam faixas pedindo sua saída do clube. As mensagens, assinadas pelo coletivo Pixadores da Fiel (PDF) pediam intervenção judicial no Corinthians e informavam que “acabou a paz” no clube paulista.
Na noite de segunda-feira, em reunião no Parque São Jorge, os conselheiros do clube orientaram e deram aval para a renovação do contrato de Memphis por mais duas temporadas. Logo em seguida, Stabile confirmou que irá assinar o novo vínculo com o holandês.
– Eu sempre falei que a questão financeira era a mais importante para o Corinthians. Não adiantava eu fechar qualquer contrato se eu não comportasse pagar no futuro. Não estou pensando em mim, estou pensando em quem vem depois. Estamos fazendo um contrato de dois anos, não sei se eu estarei aqui. Sempre pensei na instituição, sofri as consequências… Para mim seria muito mais fácil assinar qualquer contrato, como vinham fazendo no Corinthians, e depois sair para o abraço, era o mais cômodo para mim – disse.
Em meio a isso, o clube possui três transfer bans ativos, endividamento de mais de R$ 2,7 bilhões e é alvo de inquéritos conduzidos pelo Ministério Público.
(GE).
